quinta-feira, 24 de março de 2011

MULTIPLICANDO-SE EM SONHO E REALIDADE



De repente ele saiu do meu sonho e descortinou minha vida como se fosse um mensageiro há dizer coisas das quais eu jamais imaginava.
Era um dia chuvoso cheirando a nostalgia.
Mais ele apareceu e sorriu pra mim como se fosse um raio de sol se favorecendo do descuido das nuvens para fugir pra terra.
Era um sonho acordando, tocando na manhã e adornando os seus primeiros passos.
Vê-lo, foi como ver o mar pela primeira vez.
Encanto se unificando à paixão.
Já não era mais ele naquela fotografia já desnuda pelos meus olhos que, tantas vezes, contemplaram aquela face como se fosse um paraíso onde os meus desejos estavam guardados.
Já era ele de carne e osso, e meus olhos se encheram de broto com os primeiros sinais de chuva.
Como se o filme em preto e branco estivesse ganhando cores.
Foi como se o sonho pudesse tocar no real.
Só depois do vendaval saberemos quão forte é a roseira.
 O barulho anuncia a sua chegada, é o vento entrando pela casa  bagunçando meus cabelos e puxando na minha saia parecendo travessura  gente de pouca idade, isso é apenas um recado de como eu devo ornamentar a casa para uma chegada.

2 comentários:

  1. Hospitaleira das sensações. Digna demais, tua crônica.

    Beijos, minha querida Bel.


    Felipe Siqueira

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